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Non Photorealistic Rendering - Algumas dicas


Tenho percebido uma certa desorientação dos profissionais e estudantes ligados à área de arquitetura quando usam o termo rendering. Um dos motivos talvez seja porque essa palavra ficou mais conhecida quando os softwares gráficos passaram a ter capacidades de aplicar efeitos realistas de textura, sombras e cores. Isso fez com que essa ação acabasse sendo vinculada a esses processos computacionais, mas não é bem assim. Vamos saber o porquê.

Primeiro é importante deixar claro que esse termo existe desde bem antes do surgimento dos aplicativos gráficos. Aplicar (fazer) um rendering significa basicamente "dar acabamento". Isso torna o uso dessa palavra muito abrangente. Se você, por exemplo, fizer um desenho à mão livre usando grafite e aplicar efeitos de sombra e textura você estará "renderizando" seu trabalho. Outro exemplo pode ser encontrado na área de webdesign. Quando uma página web aparece em sua totalidade na sua tela isso significa que ela foi "renderizada" pelo browser. Voltando ao desenho assistido por computador, quando um programa identifica as faces de um modelo 3D e aplica sombras, cores e texturas a elas isso também é um tipo de acabamento, por isso os botões que cumprem essa função se chamam RENDER e essa é uma das razões da popularização desse termo. Percebem como seu uso é amplo?

Existem dois tipos básicos de rendering: o PR (Photorealistic) e o NPR (Non Photorealistic). Ambos podem ser conseguidos usando técnicas manuais, digitais ou mistas. No primeiro caso (PR) a intenção é conseguir o realismo da imagem enquanto que o segundo (NPR) procura um resultado mais livre e com caráter mais artístico.  No âmbito digital, embora seja muito comum o uso de programas como Vray, Su Podium, Kerkythea, Artlantis e outros para conseguir esses tipos de acabamento, isso não é estritamente necessário. Eles também podem ser conseguidos usando, por exemplo, ferramentas e técnicas que usam o SketchUp e o Photoshop.

Eu prefiro aplicar os renderings do tipo NPR em meus projetos (a imagem do topo dessa postagem é um exemplo). Para tanto uso o SketchUp para as modelagens, alguns materiais e sombras e o Gimp para a arte-final e efeitos de luzes e texturas. Não vou entrar na questão de qual técnica é melhor ou mais fácil de ser executada uma vez que muitos profissionais se identificam mais com umas que com outras. Na verdade nunca acreditei que exista uma ferramenta e/ou técnica "melhor" que as demais. O que existe é uma maior adequabilidade à realidade de cada usuário. Para ilustrar essa diversidade vou recomendar que o leitor conheça e avalie o trabalho desses três profissionais que, para mim, levam os renderings NPR à excelência. São eles: Jim Leggit, Scott Baumberger e Alex Hogrefe. Basta clicar nas imagens abaixo para acessar os seus sites e dicas. Bom proveito!

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