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Etapas de um desenho - Parte 2


Olá, voltamos com a segunda parte da postagem anterior que fala sobre algumas dicas de como montar um desenho de forma intuitiva. O processo é o mesmo mostrado antes, mas percebam que esses desenhos usam dois pontos de fuga principais.

As pequenas animações abaixo ilustram as etapas, mas vou aproveitar para fazer algumas considerações sobre o assunto "pontos de fuga". Costumo classificar os tipos de perspectiva usando sempre a palavra PRINCIPAL para os pontos de fuga. Quando converso com meus alunos sobre esse assunto oriento que, ao contrário do que pregam alguns livros, não existem as chamadas perspectivas de UM PONTO DE FUGA, de DOIS PONTOS DE FUGA ou de TRÊS PONTOS DE FUGA. Na verdade a quantidade deles depende de como os objetos da cena se comportam em relação ao plano de quadro.



Tentando explicar de uma forma bastante simples, tente imaginar que você está fotografando um edifício com sua máquina digital. O plano de quadro será, aproximadamente, a tela de sua máquina. Imagine agora, por exemplo, como as arestas do prédio estão posicionadas em relação a essa tela. Se elas forem perfeitamente paralelas à tela de sua máquina e ao plano do chão então elas não terão pontos de fuga. Todas as demais retas que não se enquadram nessa situação terão seus próprios pontos de fuga.

Considero a classificação dos livros válida para explicar as técnicas de montagem de perspectivas, mas acredito ser um pouco limitadora pois passa a impressão errônea de que, por exemplo, uma cena de um ambiente interno teria um único ponto de fuga quando, na maioria das vezes, isso não acontecerá. Bom! Isso tudo é discutível, mas para tentar mediar a situação quando falo sobre esse assunto explico que as perspectivas podem usar na sua construção UM, DOIS ou TRÊS pontos de fuga PRINCIPAIS pois, a partir deles, se pode conseguir todo o restante do desenho.




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