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Pincel, quadro branco, iPhone e iPad


No dia que fiz o desenho mostrado acima postei-o no Facebook com o seguinte texto: "Esse desenho foi feito hoje à tarde na minha aula de Desenho de Observação na Unifor. Foi um exercício de perspectiva e desenho de vegetação que passei para meus alunos. Depois de finalizado uma aluna me emprestou seu iPhone com o qual tirei uma foto do quadro. Ela me enviou um email com a imagem, fiz o download no meu iPad e depois uma rápida edição no Photoshop Express para iPad. No mesmo dispositivo móvel abri a imagem no SketchBook Pro onde fiz a pintura simulando marcadores. Salvei o resultado e enviei, direto do SketchBook Pro, para minha conta do Flickr de onde estou enviando para minha conta do Facebook. Tudo isso sem sair do meu sofá." . . .

Na verdade a postagem era mais uma pequena provocação e convite para reflexão. Vejam que são citados vários recursos digitais entre equipamentos, softwares e redes sociais, mas a força do desenho reside na confecção da perspectiva, na composição da cena, representação dos elementos e na sua arte final. A pintura, em particular, chama a atenção pois foi executada nesse ótimo programa da Autodesk que, como tantos outros, tenta simular os materiais de desenho e pintura tradicionais!

Desenho com técnica similar feito em uma aula do curso "Desenho de Croquis Aplicado ao Projeto Arquitetônico". Pintura executada em GIMP.
Então pergunto ao leitor: Por que será que tantos recursos digitais tentam simular a naturalidade e os efeitos do mundo do desenho manual? Com tantos modeladores tridimensionais disponíveis no mercado, por que as técnicas de perspectiva ainda são tão admiradas e usadas? Como é que um profissional como, por exemplo, o arquiteto Eduardo Bajzek, mantém sua produção analógica de alto nível nesse cerco avassalador do desenho digital? Tenho algumas teorias para responder essas perguntas, mas deixo a reflexão para o prezado leitor. Para finalizar vejam o desenho original abaixo. Até a próxima!

Desenho no quadro branco ao final da aula

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