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| Imagem 1 - Foto da residência, estudo inicial e perspectiva simulando cena noturna |
Voltamos com mais uma dica sobre o uso do Google Sketchup. Desta vez mostraremos um caso real de um projeto de residência unifamiliar que eu e minha esposa fizemos no nosso escritório. A obra foi concluída esse ano. O principal objetivo dessa postagem é convidar o leitor a perceber os métodos de concepção, desenvolvimento e de representação que foram usados.
Nesse projeto aplicamos diretamente tudo o que mostro e defendo
em meu livro, ou seja, o uso de croquis e do Sketchup como ferramentas de auxílio no desenvolvimento e apresentação de projetos. A
Imagem 1 mostra uma foto da obra finalizada e dois momentos do projeto. Observem que apesar da ferramenta digital estar presente em diversas fases do processo tudo começou na prancheta com os estudos, em croquis, das plantas, cortes e perspectivas do objeto arquitetônico como mostrado nas
Imagens 1 e 2. Nessa fase foi fundamental a definição do partido do projeto e vocês notarão que, apesar das alterações que ocorreram ao longo da obra, ele se manteve coerente.
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| Imagem 2 - Estudos iniciais |
Outro ponto que vale a pena observar foi o modo como a primeira ideia do projeto foi apresentada ao cliente. Usamos, como também é mostrado
no livro, perspectivas cortadas na altura de aproximadamente 1,50 m do piso do pavimento. Esses desenhos substituíram as tradicionais plantas bidimensionais. Isso ajudou bastante na explicação dos aspectos funcionais e estruturais da residência para os clientes que, juntamente com as pranchas impressas, também podiam ver o modelo tridimensional de sua casa no próprio Sketchup. Enquanto a apresentação era feita, as dúvidas eram minimizadas mostrando um modelo 3D simplificado que era girado, cortado e/ou ampliado usando as ferramentas de visualização do próprio programa. Vejam os desenhos nas
Imagens 3 e 4.
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| Imagem 3 - Perspectiva cortada do pavimento térreo |
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| Imagem 4 - Perspectiva cortada do pavimento superior |
Um fato interessante é que, apesar do uso de modelos virtuais tridimensionais, sempre observamos que a percepção do cliente só será completa quando a obra inicia. Daí as quase inevitáveis alterações de canteiro de obras. Posso citar como exemplo o seguinte fato: o cliente havia solicitado um programa que a princípio deveria caber em no máximo 250 metros quadrados. Depois de algumas negociações conseguimos fechar em aproximadamente 300 metros quadrados. Pois bem, uma vez iniciada a obra, o cliente percebeu que mesmo com o acréscimo de área alguns ambientes não estavam com o espaço que eles imaginavam. A cozinha foi um deles. Algumas dessas alterações solicitadas foram demonstradas através de perspectivas. Na
Imagem 5 vocês podem ver um esquema 3D mostrando um exemplo disso. Observem o uso de cotas e textos explicativos.
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| Imagem 5 - Esquemas 3D com especificações e cotas |
Outros casos similares ocorreram durante a obra. A
Imagem 6 mostra outro momento de uso do Sketchup para a confecção de perspectivas simplificadas (sem o céu, vegetação de entorno, mobiliário e etc). Elas aconteceram quando estávamos negociando a pintura final e os revestimentos da fachada. Percebam que elas já incorporaram algumas alterações em relação aos estudos iniciais.
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| Imagem 6 - Perspectivas mostrando a versão final e os estudos de revestimentos e cores |
Não tenho dúvidas quanto à facilidade do uso Sketchup nessas diversas etapas do projeto e da obra como também tenho segurança em afirmar que os estudos iniciais (em croquis) foram fundamentais para consolidar o partido adotado. O Sketchup é bem fácil de usar, pequeno e extremamente eficiente. Não precisamos nem mesmo usar a versão paga do programa. Vale comentar que o tempo todo nós optamos por usar imagens NPR (
Non Photo Realistic) que, em virtude o dinamismo que os clientes e a obra necessitam, são bem mais fáceis de gerar e bem mais eficientes. Para quem estiver curioso quanto ao acabamento das imagens informo que todas foram feitas usando somente a versão gratuita do modelador da Google com finalização (principalmente na cena noturna) em outro programa gratuito chamado
Gimp.
Como recado final gostaria de comentar o seguinte: durante todo o processo nunca fizemos
o desenho somente pelo desenho. Tanto na fase de croquis quanto na modelagem tridimensional o desenho era o caminho
do pensar o projeto. Os croquis possibilitaram uma rápida captura da essência do edifício e do programa de necessidades além de definir os parâmetros mais importantes do projeto. A ferramenta digital, durante os vários momentos de modelagem, permitiu a visualização e análise dos espaços externos e internos, a antecipação de alguns problemas construtivos, a visualização da movimentação de terra, o pré-dimensionamento da estrutura, entre outros aspectos. Fiz questão de modelar a residência pessoalmente pois, durante esse processo, tomei várias decisões e revi várias outras. Fica a dica! Abraços e até a próxima!
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| Imagem 7 - Primeiro estudo com simulação de cena noturna |
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| Imagem 8 - Uma das perspectivas apresentadas com opção de telhas na varanda |
6 comentários:
comprei hoje seu livro... não vejo a hora deste chegar... obrigado e sucesso!
Braz
Olá Braz! Obrigado pelo comentário e por ter adquirido o livro. Espero que goste.
Poderia dizer como colocou as telhas?
me parece que nao é só um mapa e sim telhas independentes
Olá Fernando, na verdade é uma mistura de imagem e modelage. Faço uma série de prismas com base igual a de um meio hexágono e aplico a imagem dando esse efeito.
Olá,
Marcos,
Bom, é sobre um material, interessante, sobre fases de um projeto arquitetonico.
Gostaria de saber se vc vai voltar a posta-lo?
grato!
Cláudio
Olá Claúdio, estou aqui tentando me lembrar que material é esse, mas realmente tá me fugindo a memória. Veja no botão de buscas do site se ele está em alguma postagem. Obrigado pelo interesse.
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