Dica Sketchup 8: Antes de mudar leia isso!


A Google lançou, na semana passada a versão 8 do seu modelador tridimensional, o SketchUp. Como é de se esperar, muitos usuários devem ter corrido para fazer o download e começar a usar a nova versão do programa.

Vou rapidamente fazer algumas considerações sobre a novidade da Google para que o leitor tenha uma melhor orientação em como melhor se adaptar às mudanças. Se você é usuário da versão gratuita do programa recomendo instalar o Sketchup 8 sem desinstalar a versão 7 e uma única razão já justifica isso. Os usuários devem lembrar que a Google retirou o importador de arquivos DWG/DXF do Google SketchUp a partir da versão 7.1 mantendo este recurso somente no Google SketchUp Pro

Depois de um protesto geral a Google voltou atrás e acabou disponibilizando um pequeno instalador que devolveu tal recurso para a versão gratuita. Você pode baixar esse instalador aqui. Depois dessa ação a empresa avisou que, na oitava versão do modelador, este recurso só estaria disponível na versão paga. Importar arquivos DWG/DXF é uma ação fundamental para o trabalho de arquitetos e sem ele fica um pouco mais complicado trabalhar a modelagem de edifícios. Sendo assim, mantenha sua versão 7.1 ativa para processar essas importações.

Outra forte razão para se manter a versão 7.1 em seu computador deve-se ao fato da Google ter dado imensa atenção, na versão 8.0, aos recursos de modelagem georreferenciada, de compartilhamento via Google Earth e de compatibilização com o Google Building Maker deixando os melhores novos recursos de modelagem restritos à versão Pro (que custa U$495,00). Essa versão agora conta com um eficiente e bem estruturado sistema de modelagem por sólidos que já justifica a atualização do programa, caso você seja usuário da versão paga. Agora o usuário pode processar operações de união, subtração e intersecção, além de outras duas (trim e split) que combinam as outras três, entre objetos que o Sketchup identifica como sólido. Em computação gráfica um sólido é definido como qualquer entidade que delimita um espaço finito por faces.

Para a versão gratuita ficaram disponíveis, entre outras pequenas mudanças, o Outer Shell (que é interessante, mas não funciona com geometrias muito complexas), o Back Edges (que mostra as arestas escondidas através de linhas tracejadas) e o Scene Thumbnails (que mostra o conteúdo das cenas usando pequenos slides). Estes novos recursos são interessantes, mas me deixaram um pouco decepcionado pois ficou bastante claro que a Google quer favorecer a modelagem por faces com baixíssima quantidade de arestas e vértices que é a mais indicada para o Google Earth deixando a modelagem profissional um pouco de lado.

Ainda comentando a versão paga, outras ótimas inovações foram incorporadas ao LayOut que agora está na sua terceira versão. Este pequeno programa, especializado na montagem e impressão de pranchas, ficou bem mais estável, confiável e com mais recursos para visualização e manipulação de modelos em projeção ortogonal (plantas, cortes e fachadas). O sistema de dimensionamento agora permite o desenho de cotas angulares e o programa agora pode importar e exportar arquivos DWG 2010.

A boa notícia geral é que não houve quase nenhuma mudança na interface e nas ferramentas existentes o que faz com que a migração seja extremamente fácil. Resumindo, se você é usuário da versão gratuita e tem grande interesse na interação com o Google Earth e o compartilhamento de modelos corra para a versão 8. Se você é usuário da versão gratuita, mas seus interesses giram em torno de projetos de edifícios, fique com as duas versões instaladas. Se você é usuário da versão paga não tenha dúvidas em atualizar para a nova versão e aproveitar todas as boas novidades. Até a próxima dica!
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